Exemplo 14.2 – Flambagem de Colunas

Caros alunos das disciplinas de Sistemas Estruturais e Resistência II,

Publiquei, na aba Disciplinas, o exemplo 14.2 que trata das equações de deflexão e rotação (Flambagem de colunas) do livro de Mecânica dos Sólidos, Popov.

Acessem para ter uma melhor compreensão do assunto.

Saudações cordiais.

Resultados da 1ª Prova de Hiperestática – 2013.1

Caros alunos,

Seguem os resultados da 1ª Prova de Hiperestática-2013.1:

Saudações cordiais.

O Triste Caminho Até o Socialismo: O Que Acontece Quando a Propriedade Privada Deixa de Ser um Direito

Autor: John Loeffler, Forcing Change, Volume 2, Edição 9.

Nota do Editor: O artigo a seguir, usado com permissão do autor, fornece uma séria, porém necessária análise da progressão do socialismo em uma sociedade. Compreendendo as etapas do socialismo, você poderá entender melhor a direção que nosso país está seguindo. Este artigo foi escrito a partir do ponto de vista de um cidadão estadunidense, porém tem implicações que transcendem qualquer nação específica. John Loeffler é apresentador do programa de rádio semanal Steel on Steel (http://www.steelonsteel.com), que destaca os desafios históricos e contemporâneos para a cultura ocidental.

“Mas se o governo toma a seu encargo o aumento e a regulamentação dos salários e não consegue fazê-lo; se se encarrega de assegurar aposentadoria a todos os trabalhadores e não pode fazê-lo; se se encarrega de fornecer a todos os operários instrumentos de trabalho e não o consegue; se se encarrega de abrir créditos para todos os que estão ávidos de empréstimo, um crédito gratuito, e não o consegue; se, de acordo com as palavras que com sentimento vimos brotar da pena de Lamartine, “o estado chama a si a missão de iluminar, desenvolver, engrandecer, fortificar, espiritualizar e santificar a alma do povo” e fracassa, por acaso não se vê que, ao final de cada decepção, infelizmente, é mais do que provável que uma revolução seja inevitável?” — Frédéric Bastiat, A Lei, (junho de 1850; tradução de Ronaldo da Silva Legey; http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=17)

Já se passaram mais de 150 anos desde que Frédéric Bastiat escreveu seu tratado intitulado A Lei, um livrinho que questiona os estragos causados pelo socialismo, que foi empurrado sobre a França como resultado da Revolução Francesa.

Naquele panfleto singular, Bastiat mostra que quando a lei de um país apoia os sistemas de crenças morais do povo, defende os direitos desse povo e suas propriedades, então a lei é vista como sendo moral, uma defesa contra o mal, e aqueles que a desobedecem são vistos como imorais. O pagamento dos impostos e o cumprimento das obrigações cívicas são vistos como virtudes e aqueles que se evadem são vistos como criminosos. Entretanto, quando a lei se torna uma fonte de saque ou se coloca em oposição à moral do povo, o povo reconhece a lei como imoral e a despreza totalmente.

De fato, nestes tempos atuais, desdenhar a lei é celebrado como uma virtude. Outro livro de um autor contemporâneo, Hernando De Soto, The Mystery of Capital: Why Capitalism Triumphs in the West and Fails Everywhere Else (O Mistério do Capitalismo: Por Que o Capitalismo Triunfa no Ocidente, Porém Fracassa em Todas as Outras Regiões), mostra a mesma coisa — que a segurança da posse da propriedade privada, garantida pela lei para as classes média e baixa, sempre foi o ingrediente essencial que resulta na prosperidade usufruída por muitos países ocidentais. Sem essa segurança, onde o Estado se torna um obstáculo para o comércio ou para a propriedade privada, o povo é forçado a operar sua economia fora da lei — que é mais uma vez vista como maligna — em vez de uma força para o bem.

Essencialmente, quando um governo deixa de ser o protetor da propriedade privada e se torna um saqueador dela, esse governo se coloca em um curso de caos, ruína econômica e sua própria autodestruição final.

Os Três Passos do Socialismo

O socialismo é o mecanismo que transforma um governo de seu nobre papel de protetor para o de um predador.

Como os cidadãos do nosso belo país parecem determinados a seguir o socialismo até seu amargo fim, devemos examinar o território para o qual esses três passos levam. O resultado principal do socialismo é a destruição da propriedade privada e da riqueza.

Os eventos descritos neste artigo são uma combinação dos estragos que o socialismo causou em diversos países. Obviamente, os países não experimentem todos os eventos descritos aqui (lembre-se, esta é uma combinação e variantes serão encontradas em cada exemplo histórico), mas todos os países socialistas no fim seguem o mesmo caminho para a desgraça. Nosso país não precisa seguir esse caminho, mas parece determinado a fazer isso.

Saindo para Ver o Mágico

Um dos grandes perigos de qualquer governo “pelo povo” é que mais cedo ou mais tarde seus políticos descobrem que podem aprovar bondades usando o dinheiro alheio. A primeira experiência deles com esta nova e audaciosa aventura, invariavelmente, gira em torno dos programas sociais criados em nome da moralidade e do bem público — ou até mesmo para solucionar alguma crise do tempo presente.

Que se oporia a isto? Afinal, você não se preocupa com o povo, com o bem-estar da nação ou com o meio ambiente?

O poder de atração desse argumento tem sido absolutamente irresistível, desde os tempos do Império Romano, das Revoluções Francesa e Bolchevique, até os grandes “partidos socialistas” que existem nos EUA (Democrata e Republicano — ambos seguem uma linha socialista, porém com graduações diferentes.).

Estágio 1 — O Argumento Moral: uma Promessa de Algo de Graça

O argumento moral que afirma que podemos finalmente solucionar a pobreza, a dor, a doença e a fome com dinheiro “grátis” parece bom demais para ser verdade. Ele geralmente é, mas agrada aos ouvidos do público. Para financiar esses supostos programas morais, o patrimônio de cidadãos generosos precisará ser caladamente tributado em nome do bem público.

Somente algumas vozes sábias e isoladas advertem que esse bebê-dragão, que acaba de sair do ovo, crescerá até se tornar um monstro que solta fogo pelas ventas. Mas, não tenha medo; as vozes sábias são geralmente silenciadas pelos “políticos gentis”, que ferozmente retratam aqueles que protestam como indivíduos mesquinhos e que querem bloquear o caminho para a sociedade perfeita. Afinal, como poderia algo tão nobre prejudicar o país?

A princípio, somente os ricos é que são solicitados a fazer uma “contribuição justa”. Nos EUA, o Imposto de Renda afetava originalmente somente os indivíduos das classes sociais mais altas. Nesse estágio preliminar, poucos reclamam e todos parecem felizes, exceto aquelas vozes irritantes que ainda advertem acerca das terríveis consequências que estarão à frente — aquelas vozes que os legisladores gentis querem simplesmente calar. Mas, sem levar em conta essas advertências, o povo tem pouco a temer, pois os legisladores gentis parecem ser heróis, colocando nossos pés firmemente no caminho para a utopia. Logo em seguida, eles prometem de tudo para os que nada têm, afirmando que aqueles que agora têm, terão apenas um pouquinho a menos. Afinal, eles dizem, é apenas a “contribuição justa” que eles precisam fazer.

Mas, o tempo passa e gradualmente o número de pessoas dependentes desses programas incha com as ofertas de serviços públicos “gratuitos”. Aquilo que é grátis vende bem, e isto é o que os políticos querem: vender seus programas. À medida que os programas aumentam, eles se tornam pesados, requerendo burocracias inchadas para gerenciá-los e conter as inevitáveis fraudes e corrupções que aparecem. Isto, por sua vez, consome uma parte cada vez maior da receita obtida com os impostos e aloca cada vez menos, aos beneficiários originalmente previstos.

De modo a controlar o caos de um grande número de pessoas procurando obter algo de graça, grandes volumes de leis e regulamentações precisam ser instituídas para controlar quem pode obter o que, onde e quando — e quem serão os “doadores” e os “beneficiários”. Agora, os burocratas que administram esses programas também dependem deles para ganhar a vida. Isto entrincheira o programa e garante sua progressão para o Estágio 2.

O Dragão Mágico Não É Mais Engraçadinho

Em algum ponto ao longo do caminho, os legisladores gentis descobrem que seu bebê-dragão cresceu e está rosnando muito contra eles. Ele quer mais comida. Eles não o controlam mais; ele é que os controla. Entretanto, de modo a reter suas posições de prestígio, fontes cada vez maiores precisam ser encontradas para alimentar seu animal predador, cada vez mais rapace.

A fonte de alimento (a carga tributária) rapidamente, também, é colocada sobre a classe média, pois os políticos gentis explicam que os ricos estão sendo sobrecarregados. Concomitante com o aumento dos impostos, o milagre da tributação oculta por meio da inflação monetária é descoberto. O Banco Central começa a imprimir mais e mais dinheiro, para permitir que os bons tempos continuem além e acima do que a tributação direta permite.

Este processo de inflação monetária resulta em corrosão no valor da moeda, fazendo os cidadãos trabalharem cada vez mais e correrem de um lado para outro, de modo a compensar a perda do valor da moeda e o concomitante aumento geral nos preços. Isto acontece de forma lenta a princípio, mas acelera ao longo de um caminho insidioso e exponencial. No fim, ele destrói tudo aquilo que a classe média trabalha para conseguir.

Fontes adicionais de sustento para o réptil, chamadas de “canais de receita” são criadas. Mais taxas, multas, seguros obrigatórios e licenças são requeridos para fazer quase todas as coisas, aumentando o custo dos bens, produtos e serviços. Acoplado com isto, há um incrível aumento de regulamentações e novas leis para tornar os negócios muito mais difíceis de realizar. As grandes empresas conseguem absorver esses custos, porém a classe média eventualmente se revolta com a pressão. O dragão nunca está satisfeito.

Estágio 2: Guerra Silenciosa Entre o Governo e Seus Cidadãos

Em algum momento, as massas ignaras começam a desconfiar que seus políticos não são realmente gentis, muito menos benevolentes. É aqui que surge uma guerra silenciosa entre o governo e a população. É uma transição difícil de distinguir, quando os políticos ainda afirmam serem gentis, mas o povo reconhece que eles deixaram de ser protetores do bem público e da propriedade privada e se transformaram em saqueadores deles. Esta é uma transição da moralidade para a imoralidade.

A transição descrita por Bastiat não ocorre de uma só vez, mas de forma gradual. Os membros da classe produtiva da sociedade descobrem que estão trabalhando como camelos, mas que não chegam a lugar algum. O dinheiro que conseguem ganhar é confiscado pelos impostos e corroído pela inflação. Sobra muito pouco no fim do mês e as poupanças acumuladas ao longo da vida estão sendo destruídas enquanto os políticos dizem que “está tudo bem”. Surge uma dissonância cognitiva entre as dificuldades que os trabalhadores experimentam e os bons tempos que os políticos prometem.

Mas, os amigos do dragão — aqueles que recebem os benefícios dos programas de bem-estar social — ainda insistem que as intenções do dragão são morais, embora seus métodos não sejam. Quando as alíquotas dos impostos sobem para níveis confiscatórios, a autopreservação se estabelece e as pessoas começam a tomar medidas defensivas contra aquilo que não veem mais como “dever moral”, mas um roubo sancionado de forma juridicamente legal. Embora as pessoas façam isso, elas fingem que os políticos gentis estão corretos, embora saibam bem o que se passa.

Os ricos percebem o que está acontecendo e transferem seu patrimônio para o exterior e, algumas vezes, eles mesmos se mudam para outro país, retirando-se fisicamente do alcance do dragão. Esses indivíduos têm os meios para estruturar suas finanças de modo a preservar sua riqueza. Além disso, os políticos frequentemente estão nessa classe social, de modo que não vão permitir que o dragão devore sua riqueza pessoal. Infelizmente, a classe média não tem essa opção, de modo que luta contra o dragão usando manobras evasivas. Os cidadãos começam a sonegar os impostos e procuram ocultar o patrimônio tributável. Sempre que possível, as transações comerciais são ocultadas dos olhos atentos do dragão faminto.

À medida que a tributação e a inflação devoram o poder de compra da classe média, uma economia informal vibrante aparece, utilizando o escambo, dinheiro vivo, moeda estrangeira, metais preciosos e qualquer outro meio que permita esconder as transações tributáveis. As leis regulatórias são ignoradas, à medida que as pessoas tentam “ver como conseguem escapar”. Frequentemente, essa economia subterrânea tem um componente no crime organizado (isto aconteceu na antiga União Soviética).

A segunda metade do Estágio 2 dessa guerra entre o governo e os cidadãos inicia quando o dragão responde à crescente oposição. Uma quantidade enorme de leis, portarias, regulamentações e um número cada vez maior de multas, confiscos e até pena de prisão são impostos sobre a população.

Para conter o desmedido desrespeito à lei, o dragão quer monitorar tudo o que os cidadãos fazem, de modo a garantir que os tributos (o saque) sejam pagos. Tudo isto é feito em nome do “império da lei” e da ordem pública. Os direitos civis são reduzidos, tudo em nome da moralidade e da segurança pública.

De vez em quando a atribulada classe média pede que os políticos gentis resolvam o problema — sem saber que foram esses mesmos políticos gentis que criaram o problema. Mas, os políticos estão mais do que contentes em serem vistos como matadores de dragões e, portanto, criam uma série de bodes expiatórios para o problema, transferindo a culpa pela bagunça e estabelecendo uma nova série de programas para supostamente corrigir o dilema. Na realidade, eles apenas retardam a dor, colocam o dragão em uma dieta com anabolizantes e tornam o problema ainda pior.

Esta guerra não ocorre sem vítimas. À medida que se torna cada vez mais difícil para as pequenas empresas operarem nessa atmosfera envenenada por impostos, taxas, multas, licenças, regulamentações e fiscalizações, mais pessoas da classe média desistem de lutar e entram na dependência do governo. As pequenas empresas fecham ou passam a operar na economia informal.

À medida que a inflação devora as economias feitas ao longo da vida, as pessoas se sentem derrotadas. Os aposentados têm uma vida difícil, pois aquilo que obtiveram ao longo de uma vida de trabalho é destruído. A maior parte da classe média cai inexoravelmente na pobreza.

O desrespeito às leis se torna comum. No vale-tudo, cada um se preocupa somente consigo mesmo e ninguém pode se dar ao luxo de obedecer às leis. As prisões ficam abarrotadas com infratores que tiveram o azar de serem pegos. À medida que leis mais complexas são aprovadas continuamente, todos os cidadãos se tornam eventualmente infratores de alguma lei. Isto também se torna evidente na classe alta, quando os escândalos e acusações de corrupção se tornam públicos.

Isto permite que o dragão busque pretextos para confiscar o patrimônio dos cidadãos. Empresas são estatizadas e controles de preços e salários são instituídos. A posse de propriedades é transferida à força daqueles que se opõem ao dragão para aqueles que o apoiam. Planos de previdência são colocados sob a “proteção” do governo e seus possuidores recebem Notas Promissórias emitidas pelo governo. Propriedades são confiscadas sob a mera alegação de atividade criminal. De fato, as agências governamentais de imposição da lei encorajam seus membros a saquear. Algumas vezes, esses agentes da lei fazem acertos com o crime organizado. A lista de possibilidades de saque-e-defesa é surpreendente.

Em um esforço de fazer parar a sangria, a classe média começa a colocar para fora os políticos corruptos, somente para eleger outro grupo de corruptos. Isto tem pouco efeito, pois o dragão agora é um monstro que vive por conta própria e não precisa mais de políticos gentis. Por volta deste ponto a situação já está muito clara; os pequenos e médios empresários, os sitiantes e fazendeiros, todos sabem quem é o inimigo — é o dragão.

Não existem mais ilusões que os políticos são “gentis” ou que atuam com os melhores interesses da população em vista. À medida que a segurança da posse de propriedade declina, os investimentos fogem do país e o ambiente econômico se torna instável; ninguém quer investir em um país em que a tributação sobre os lucros é muito pesada. Além disso, ninguém quer se sujeitar à possibilidade do confisco direto com base na acusação de ter violado uma pletora de leis desconhecidas e impossíveis de serem observadas. Operar um negócio nesse ambiente é simplesmente arriscado demais.

Quando administrar uma empresa se torna arriscado, os investimentos desaparecem e com eles os empregos, aumentando ainda mais as dificuldades dos trabalhadores das classes média e baixa. As pequenas empresas são sempre as principais provedoras de emprego e são as que mais sofrem abusos. No fim, os ricos nunca são sobrecarregados, a classe média é destruída e os pobres descobrem que não existe almoço grátis.

Estágio 3: Um Dia de Fúria e de Pranto

Chega um momento em que o dragão não consegue mais manter suas promessas. É neste último estágio que os eventos se tornam realmente feios e caóticos. Este é um tempo perigoso — um tempo pelo qual país algum deveria querer passar.

Os políticos começam a ser vistos como lobos vorazes. Surgem acusações e atribuições de responsabilidades entre eles, mas, ao mesmo tempo, eles tentam manter suas posições privilegiadas.

A fé no governo se dissolve junto com a fé na moeda. A desobediência generalizada à lei torna-se comum e ninguém mais paga seus impostos. Como se a situação não estivesse má o suficiente, a criminalidade organizada e a aleatória começam a florescer. A economia interna entra em colapso, caindo na depressão e a moeda nacional não é mais uma medida válida para a riqueza — ela se desintegra.

Por volta deste tempo aparecem vários grupos de pessoas indignadas que se tornam violentas. O primeiro grupo consiste daquelas que eram dependentes do dragão em seus programas gratuitos e, uma vez que o dragão renega suas promessas de prover esses “serviços”, as pessoas se tornam indignadas com a violação de seus direitos imaginados de receberem almoços grátis. Esse grupo pode incluir os idosos que pagaram suas contribuições previdenciárias durante décadas, mas agora descobriram que o dragão gastou tudo antes de eles se aposentarem. O segundo grupo é a classe média, que foi sobrecarregada com impostos, taxas, multas e contribuições para alimentar o dragão e seus amigos. Durante o processo, a classe média perdeu todo o seu meio de vida e seu patrimônio.

É neste ponto que muitas revoluções ocorrem. Algumas vezes, as revoluções não envolvem derramamento de sangue e ocorrem somente nas urnas; outras vezes, porém, elas são terrivelmente violentas.

Este é um tempo perigoso, pois o caos causado pela ruptura da ordem econômica e política, acoplada com o colapso da moralidade, frequentemente requer a força bruta para restaurar a ordem. A força bruta é um terreno fértil para os ditadores e para a destruição dos direitos.

Uma das grandes ironias da história é que aqueles que causaram a bagunça — e se beneficiaram com ela — raramente são chamados para pagar pelos crimes e pela carnificina que causaram.

Finalmente, o dragão morre.

Conclusão

As nações enlaçadas no socialismo não passam por todos os eventos descritos anteriormente, que são uma composição de experiências vivenciadas no passado por diversas nações diferentes. Nossa nação pode dar a volta a qualquer tempo, desde que esteja preparada para a disciplina, para suportar a dor necessária para sair da fila de dependência do governo — de forma muito parecida como um viciado precisa de determinação para superar seu vício. Poucas sociedades querem enfrentar essa realidade, de modo que elas se condenam aos três estágios. Além disso, quanto mais tempo uma nação demora para fazer as mudanças necessárias no rumo, pior será a dor requerida depois para alcançar a recuperação.

As discussões sobre moeda, energia e direitos de propriedade, entre outras, estão hoje carregadas por tanta eletricidade estática e existem tantas argumentações por todos os lados que a pessoa mediana tem pouca compreensão real do que está acontecendo. Frequentemente, os políticos de partidos diferentes se acusam quando, na maioria das vezes, eles todos são responsáveis por tocarem a lira enquanto Roma se incendeia.

Nosso país está realmente em uma encruzilhada econômica e moral, tendo já iniciado o Estágio 2 do triste caminho até o socialismo. Se o país irá ou não passar pelos três estágios é algo que teremos de esperar para ver. Uma grande coragem moral é necessária para evitar isto.

Infelizmente, os políticos tendem a não serem indivíduos de moral e nem de coragem.

Assim, depende de nós mesmos tomarmos ações que sejam morais, juridicamente legais e necessárias para vermos nossas famílias e amigos em segurança no meio da tempestade.


Autor: John Loeffler, artigo em http://www.forcingchange.org, Volume 2, Edição 9.
Data da publicação: 11/1/2012
Transferido para a área pública em 6/5/2013
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/socialismo.asp

Nova Aba – Disciplinas

Caros alunos,

Para facilitar o acesso aos materiais como listas de exercícios, resoluções de exemplos, apostilas, etc referentes às disciplinas que ministro, decidi criar uma página (Disciplinas) em que constam estes arquivos.

Recomendo o acesso. Saudações cordiais.

Tabela para Cálculo da Integral do Produto de duas Funções – Hiperestática

Caros alunos de Hiperestática,

Segue uma tabela para obtenção dos produtos de duas funções: INTEGRAL DO PRODUTO DE DUAS FUNCOES

Saudações cordiais.

Resultados da 1ª Prova de Resistência II – 2013.1

Caros alunos,

Seguem os resultados da 1ª Prova de Resistência II-2013.1:

Saudações cordiais.

O homem só

ESCRITO POR PAULO BRIGUET | 25 JUNHO 2013
ARTIGOS – CULTURA

raronHá 45 anos, Raymond Aron tornou-se o mais solitário pensador do mundo ao qualificar os protestos na França em maio de 1968 como “psicodrama” coletivo. Foi hostilizado pela maioria da intelectualidade esquerdista. Jean-Paul Sartre chegou a declarar que Aron era “indigno de ser professor” e deveria ficar nu diante de todos (durante a Revolução Cultural, os comunistas chineses aplicavam ao pé da letra esse expediente de humilhação pública).

No Brasil, Nelson Rodrigues foi vítima de fúria semelhante. Em várias crônicas, criticou as passeatas estudantis e apontou o absurdo do slogan “É proibido proibir”, entoado por jovens que defendiam Mao Tsé-tung, Fidel Castro e Che Guevara, especialistas em proibições mortais. A essa lista também pertence o cambojano Pol Pot, que estudara em Paris nos anos 50 e mostrou na prática os resultados da “imaginação no poder”: 1 milhão de mortos em alguns meses.

Hoje sabemos que Aron e Nelson estavam certos. Eles comprovaram a máxima de Ibsen: “O homem mais forte é o mais só”. Muito mais do que aderir à multidão, o verdadeiro ato de resistência consiste em dizer que ela está errada.

Movimentos de massa só têm razão de ser quando apresentam uma causa nobre e objetiva. Protestar pacificamente contra a famigerada PEC 37, por exemplo, é legítimo; defender a queda de um ditador ou corrupto, idem. Mas, quando as rebeliões da massa alardeiam mil exigências simultâneas e contraditórias, tornam-se receitas para o caos. E caos só termina em farsa ou tragédia.

O que vimos no Brasil durante a semana passada pode ser resumido pelo título do livro de Lobão: Manifesto do Nada na Terra do Nunca. Profético, Lobão! Não por acaso, Nelson Rodrigues assinalava, na fala de um de seus personagens dramáticos: “Só os profetas enxergam o óbvio”.

As manifestações brasileiras representam o descaminho de uma sociedade espiritualmente vazia e viciada em Estado. Há 80 anos, Ortega y Gasset já apontava para o perigo da “estatização da vida”. Suas palavras também são proféticas: “O homem-massa vê no Estado um poder anônimo e, como se sente um anônimo vulgo, crê que o Estado é coisa sua”. Esse personagem descrito por Ortega – o homem-massa – é um Luís XIV em miniatura: ele pensa que o Estado existe para realizar seus desejos e fantasias. Quando surge algum problema, basta invadir um prédio público ou incendiar um ônibus. O Estado resolverá depois.

Nos tempos atuais, a única passeata digna de respeito é a do homem só: aquele que levanta às 6 horas, trabalha o dia inteiro e luta pela sobrevivência da família. Ele é o verdadeiro gigante que acorda todos os dias – e bem cedo. Abençoado seja o homem que, ao ouvir “Vem pra rua!”, pensa na vida e vai para casa.


Paulo Briguet
 é jornalista e edita o blog Com o Perdão da Palavra.

Fonte: Mídia Sem Máscara

Re-convocação para o Minicurso das Calculadoras Gráficas RPN HP48/49/50

RE-CONVOCAÇÃO PARA O MINICURSO

O minicurso tem o objetivo de ensinar a utilização das calculadoras gráficas RPN HP 48/49/50 para facilitar o uso no dia a dia dos cursos das engenharias, matemáticas, físicas, químicas, etc. Para atingir este objetivo, serão ministradas aulas abordando os seguintes tópicos:

1. Apresentando a calculadora;
2. Cálculos com números reais;
3. Operações algébricas e aritméticas;
4. Soluções para equações individuais;
5. Resolver múltiplas equações;
6. Vetores;
7. Operações de matriz e álgebra linear;
8. Aplicações de cálculo multivariáveis.
Os materiais básicos para os estudos serão o guia do usuário HP F2229AA-90010-Edição 1 e o manual do usuário HP F2229AA-90004-Edição 1 publicados a seguir:

Data: 08/07/2013 (Segunda-feira)

Horário: 19:30 as 22:30

Local: Auditório do ICADS Centro

MATRICULADOS

Aglailson de Queiroz Neves
Alexandrino José Rodrigues Neto
Allan Wagner de Souza Azevedo Aguiar
Anamaria de Souza Azevedo Aguiar
Breno Augusto Araújo Barros dos Santos
Bruna Vanessa Soares Santos
Bruno Silva Oliveira
Carolina Ferreira Andrade
Cleia Santana da Silva
Daniela do Amaral Borges
Diandra Chisa Tanaka
Eduardo Matos
Érico de Souza Ramos
Flávio Clay Caires Oliveira
Gisele Vilela Almeida
Hemerson Hiroshi Yoshida
Jackson Max Alves Gouveia
Jader Lopes
João Antonio Queiroz Ramos
João Ítalo dos Reis Queiroz
José Dos Santos Araujo Junior
Juliana da Silva de Araújo
Marcela Oliveira Xavier
Marco Simão Preuss
Mariana Nunes Brito
Maryel Bianka Araujo Costa
Maurício Pereira Cavalcante Sampaio
Mauricio Rocha do Livramento
Nathan Araújo de Souza
Nielson Soares de Araújo
Nivaldo Rosa Sodré de Oliveira Júnior
Ranaiane Barros Lopes
Rodrigo Emanuel Rodrigues da Silva
Rodrigo Satoshi Tanaka
Sarha Gusmao Souza
Thayne Martha Oliveira de Carvalho
Victor Leonardo Santana Pereira

Os demais que queiram participar devem se inscrever no formulário abaixo:

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Mídia Sem Máscara – A culpa da corrupção é do Foro de São Paulo: notas

 

 

“A soma das vozes populares dá potência ao movimento, mas é a liderança que o canaliza e aproveita politicamente. Não adianta nada haver milhões de conservadores gritando nas ruas contra Dirceu, Lula e Dilma, se tudo só servir para dar mais poder à única liderança ativa do momento, que é o Foro de São Paulo. Será, pela milésima vez, a revolução lucrando com a denúncia de seus próprios crimes.”
(Olavo de Carvalho)

“O importante para o Foro de São Paulo não é defender Dilma ou o PT, mas assegurar que o movimento das ruas desembocará num resultado socialista, mesmo que seja preciso sacrificar a presente liderança visível. O entusiasmo patriótico das massas tem força, mas não direção. As águas não vão para onde desejam, mas para onde são canalizadas. A esquerda tem dezenas de anos de prática em canalizar a vontade popular, e os conservadores, patriotas etc. não têm nenhuma, tanto que imaginam que a vontade popular se transfigura, por si e espontaneamente, em decisões políticas e legais, coisa impossível entre quantas já passaram por uma cabeça oca.”
(Olavo de Carvalho)

 

“A massa pode ser conservadora e patriótica o quanto bem entenda, mas a iniciativa está nas mãos do Foro de São Paulo. A esquerda não só iniciou o movimento, mas conserva a dianteira e, aparentemente, não tem concorrentes. Pode surgir uma nova liderança, do nada? Pode, mas não há sinais de que isso vá acontecer. Cada militante esquerdista que sobe na vida, conquista cargos e se torna famoso está SEMPRE decidido a perder tudo isso se for em benefício da causa. Lula, Dilma e Dirceu não são exceções. Oportunistas e carreiristas têm pouquíssima chance no Foro de São Paulo. Onde eles prosperam é nos partidos “de direita”, que não lutam por causa nenhuma mas apenas pela manutenção dos cargos de quem já os tem.”
(Olavo de Carvalho)

“Nenhum de vocês, cidadãos comuns, tem a menor culpa pela inexistência de um movimento conservador decente. Movimentos custam MUITO dinheiro; nenhum tem começo modesto, todos vêm das grandes fortunas. O que não custa dinheiro é a iniciativa intelectual, como por exemplo a minha, mas ela não pode por si criar nem instaurar um movimento. Por isso o conservadorismo existe no Brasil como corrente de pensamento, mas não como movimento político. As igrejas evangélicas começaram um movimento, mas ainda incipiente. E uma massa de fiéis não é ainda uma militância, falta muito para isso.”
(Olavo de Carvalho)

“Se um único general tomasse a dianteira e prendesse os corruptos que a massa revoltada quer ver na cadeia, ganharia instantaneamente o apoio de toda a população, inclusive de grande parte dos agitadores de rua, e teria então autoridade para cavar mais fundo e quebrar a espinha do Foro de São Paulo. Viraria a mesa num estalar de dedos. É nessas horas que os heróis surgem ou desaparecem para sempre. No meu modesto entender, só estão buscando uma desculpa elegante para desaparecer, e aliás nem precisam disso, pois já desapareceram.”
(Olavo de Carvalho)

“Se o Joaquinzão [Joaquim Barbosa, presidente do STF] tivesse duas bolas, em vez de uma e meia (o que no Brasil já é até excesso), ele não hesitaria em impor sua autoridade por meio das Forças Armadas, e se tornaria o maior herói nacional de todos os tempos.”
(Olavo de Carvalho)

“Os fulanos saem à rua exigindo a prisão dos corruptos que o governo protege, e quando sugiro que o STF realize isso mesmo por meio das Forças Armadas, eles respondem que estou pregando um ‘golpe militar’. Será que estou falando com macacos?”
(Olavo de Carvalho)

“Vão me acusar de racista porque eu disse que o Joaquinzão só tem uma bola e meia.”
(Olavo de Carvalho)

“No Brasil é tão normal, tão obrigatório pensar com meras figuras de linguagem e slogans colhidos da mídia, que quando um sujeito simplesmente analisa as coisas cientificamente, chega às conclusões corretas e faz previsões acertadas, logo o chamam de profeta ou querem matá-lo. O que estou fazendo nas minhas análises da conjuntura nacional não é nada mais do que praticar as CIÊNCIAS SOCIAIS, que os profissionais universitários da matéria desconhecem por completo.”
(Olavo de Carvalho)

“Quaisquer que venham a ser os desenvolvimentos da onda de protestos no Brasil, sua primeira vítima está ali, caída no chão para não se levantar nunca mais, e ninguém sequer se deu conta da sua presença imóvel e fria: é a ‘direita’ brasileira. (…)”
(Olavo de Carvalho – Leia o artigo completo.)

“A esquerda pode lucrar com o crescimento da baderna ou, igualmente, com a repressão estatal do movimento. Ela está dos dois lados, controlando o tabuleiro magistralmente.”
(Olavo de Carvalho)

“Não é de hoje que a esquerda se divide para assim monopolizar o espaço do debate e da concorrência. Prestes x Marighela, Brizola x Lula, PT x PSDB, lulistas (‘moderados’) x ‘radicais’ e assim por diante. É uma técnica e uma compulsão ao mesmo tempo. Faz parte da estrutura dos movimentos revolucionários. Cada vez que aparece uma dessas divisões, os idiotas da direita festejam, achando que vai enfraquecer a esquerda.”
(Olavo de Carvalho)

“É como me disse, num cochicho discreto, o ex-ministro romeno das Relações Exteriores, Andrei Pleshu, um tremendo gozador: ‘É preciso restaurar o movimento conservador – com a ressalva que já não há mais nada para conservar.'”
(Olavo de Carvalho)

E para quem pede solução…

“Marcia Regina Ferreira pergunta:

‘Eu gostaria de saber, do Olavo Carvalho, a quem muito prezo e admiro o discurso inteligente, na opinião dele, como deveria ser feito.’

Resposta:

Não tenho fórmula pronta, mas a experiência histórica mostra que a formação dos grandes movimentos políticos obedece a uma sequência mais ou menos imutável. (1) Iniciativas intelectuais isoladas; (2) Organização dos intelectuais numa rede de debates, que podem prosseguir por muito tempo sem nenhuma ação política propriamente dita; (3) Aglutinação de recursos financeiros; (4) Adestramento de militantes; (5) Conquista, criação e ampliação dos meios de ação; (6) Criação de um Estado Maior para discussão estratégica e tática (o Foro de São Paulo é isso); (7) Desencadeamento de ações; (8) Manutenção do controle e revisão permanente das estratégias e táticas à luz dos resultados obtidos. Como você pode ver, nossos iluminados políticos e empresários conservadores não estão sequer à altura de participar do capítulo 1. Agradeço à Márcia a iniciativa de fazer uma pergunta tão oportuna.”
(Olavo de Carvalho)

“Na esfera intelectual, que é decerto bem mais modesta, já dei pessoalmente o exemplo de como se faz. Como diziam os Founding Fathers: oferecer nossa VIDA, nossa HONRA, nossos BENS e nossa LIBERDADE.”
(Olavo de Carvalho)

“Ter razão é a minha profissão.”
(Olavo de Carvalho)

“A existência do Brasil desmente o Princípio de Razão Suficiente.”
(Olavo de Carvalho)

* * * * *

QUEREM PROTESTAR? Protestem contra o inimigo certo!

“Alguma manifestação contra o Foro de São Paulo, a entidade que Lula fundou [em 1990] junto com o ditador genocida Fidel Castro e que, com a participação de grupos terroristas como as Farc e demais partidos comunistas latino-americanos, articulou a bem-sucedida tomada do poder em todo o continente, debilitando a soberania nacional e fomentando o tráfico de drogas no país dos 50 mil homicídios por ano, onde aliás os menores incendeiam os maiores, com a certeza da impunidade?”
(Felipe Moura Brasil – aqui.)

Siiiiiiiim! Agora siiiiiiiiiim!

SAIBA MAIS AQUI.

“Essa manifestação contra o Foro pode ser o teste decisivo. Conforme predomine o apoio ou o boicote, o rumo das coisas se tornará claro e inequívoco.”
(Olavo de Carvalho)

“Para os que têm alguma voz no capítulo, o que importa agora é deixar claro e repetir milhões de vezes que a culpa da corrupção e do descalabro todo é do FORO DE SÃO PAULO, e não de políticos individuais dos quais o próprio Foro pode estar querendo se livrar, seguindo nisso a velha técnica revolucionária de sobreviver limpando-se na sua própria sujeira.”
(Olavo de Carvalho)


Notas publicadas pelo filósofo no Facebook, organizadas por Felipe Moura Brasil.

 

 

Fonte: Mídia Sem Máscara – A culpa da corrupção é do Foro de São Paulo: notas.

Mídia Sem Máscara – The Walking Dead

Tudo que começa com Liberté, Egalité, Fraternité termina em guilhotina.

O que uns e outros não percebem é que a tal ‘massa na rua’ é o ápice da despersonalização, da falta de qualquer traço distintivo e, ipso facto, de vida inteligente. Vida inteligente não é aderir: é precisamente o contrário disso.


É PRECISO MUITA violência para se fazer protesto pacífico, decerto. Nada mais violento do que o pacifismo das multidões. Chego em casa, ligo a tv e estão protestando contra rigorosamente tudo. Contra rigorosamente nada. Dos vinte centavos já ninguém se lembra (saudades dos vinte centavos!). Parecia tudo tão nobre e tão singelo. Agora o negócio virou maio de 68 e todo mundo quer é tocar fogo no circo. Ou, mais precisamente, nos carros, nos caixas eletrônicos, no comércio, nas bandeiras, na inteligência, na dignidade, em qualquer coisa que esteja no caminho do entusiasmo cívico. O id das gentes resolveu sair às ruas. E a multidão é aquilo que se sabe: movimento bruto, força da natureza.

Todos tão emocionados! Encontraram um arremedo de sentido, ao menos provisório, no movimento. Esticar as pernas faz bem, nem lembravam mais disso. Perderam uns quilos. Quase fui às lágrimas quando um amigo escreveu algo sobre o ‘espírito’ do povo. De repente, todos estão orgulhosíssimos de si mesmos: saíram às ruas ‘contra tudo isso que está aí’, contra esse ‘status quo’, contra a ‘corrupção’, contra a ‘fome na África’, contra as ‘flexões do infinitivo’ e as platitudes de costume.

Saíram para se manifestar, ponto. Eles se parabenizam, eles jogam confetes uns nos outros, eles assopram língua-de-sogra. Você, quieto no canto, sabe (você os conhece) que eles nunca pensaram a sério em rigorosamente nenhuma das coisas contra as quais (ou a favor das quais), súbito, resolveram protestar – estado, impostos, capital, economia, regulação, reservas de mercado, etc. Bobagens. Reacionarismos. Nós devemos ‘atear fogo na cara da burguesia’. Joel, meu querido, melhor tomar seus cuidados.

Porque não é preciso cautela, prudência, capitulações: bastam uns coquetéis na cabeça e outros na mão; bastam umas camisetas amarradas na cara e, voilà!, o recém chegado do mundo da falta de idéias agora é um Isaiah Berlin, um Trotsky. Um Hegel improvisado a encarnar o ‘espírito objetivo’. Fosse tão fácil, fosse apenas sair andando por aí a tocar o bumbo, teríamos feito há mais tempo, não é mesmo? Tudo que começa com Liberté, Egalité, Fraternité termina em guilhotina.

E é divertido ver gente dizendo, agora que a baderna saiu mesmo do armário ideológico, que ‘Não importa se o movimento x é manipulado pelo grupo y!, porque o povo está nas ruas, o gigante acordou e eu quero lutar por um mundo melhor!’. De fato, nunca importou. Não é essa a intenção. E nem são os vinte centavos. Falando neles.

Falando nos vinte centavos, ocorre o previsto: Fernando Haddad dizia, solene, que ceder à ‘pressão popular’ seria populismo indesculpável. Fernando Haddad e Geraldo Alckmin anunciam hoje, solenes, que atenderão aos apelos populares, e os vinte centavos, gatilho do patriotismo de ocasião, não serão mais cobrados. Vitória cívica, satisfação, lágrimas. Ótimo para a democracia, não é mesmo?

Péssimo para a democracia. Há certas vitórias que são derrotas. Se algo funciona no sistema democrático representativo é justamente servir de anteparo ao populismo violento, às pressões das maiorias sobre as minorias, das massas sobre os indivíduos. Representantes são eleitos e se encarregam das leis, da fiscalização, da justiça. Devem ser cobrados, avaliados e, se ruins, que não sejam reeleitos. Não apenas a divisão de poderes, mas o fato mesmo de que as decisões são tomadas, em tese, depois de conscienciosas deliberações garante alguma segurança jurídica e o império das leis.

Fernando Haddad capitulou precisamente no momento em que não poderia fazê-lo. Grupos com os mais variados pretextos exigem coisas e as coisas exigidas são quase que imediatamente atendidas. Conclusão: eles sabem que para negociar não é preciso mais do que alguns coquetéis molotov na mão.

Se a democracia representativa não satisfaz, agora as condições de possibilidade para a democracia direta estão dadas. Manifestações sob as mais variadas bandeiras (muito embora a quase que absoluta identidade de cores) tendem a tomar conta do cenário e isso nunca terminou bem. Se não são mais as leis, será a força. Anomia. E a praça pública dará lugar à praça de guerra.  Contemos com a pusilanimidade dos nossos revolucionários.

O que uns e outros não percebem é que a tal ‘massa na rua’ é o ápice da despersonalização, da falta de qualquer traço distintivo e, ipso facto, de vida inteligente. Vida inteligente não é aderir: é precisamente o contrário disso. Jean Jacques Rousseau não era nada tolo. A multidão anseia, desesperada, por um cadáver que legitime a explosão iminente de violência. A volonté générale procura, desesperadamente, seu Robespierre.

 

Publicado no site Ad Hominem.

Fonte: Mídia Sem Máscara – The Walking Dead.